VOCÊ USA BÚSSOLA?

Escrito por Robson Santarém

Circular pelas cidades, com tantas obras e mudanças no trânsito, mesmo usando os aplicativos de GPS corre-se o risco de pegar um caminho errado. Sabemos desses riscos em qualquer cidade. O que dá para dizer que um mapa ou esses aplicativos não são suficientes para nos guiar, se o território está em constante mudança.

Mas, não é assim a vida? Se quisermos caminhar com segurança pelas estradas da vida, precisamos conhecer bem o território e também manter os nossos mapas atualizados. Que mapas são esses? São nossas crenças, os paradigmas que tomamos como verdades absolutas e julgamos ser as melhores e que nos guiam pelas vias desse mundo. Será que são melhores mesmo? Podem ter sido úteis e adequados em algum momento, mas se usarmos um velho mapa em um território que já mudou, de que nos serve esse mapa?

Precisamos continuamente atualizar nossos “aplicativos” que nos guiam, do contrário, os modelos mentais que estão enraizados não nos permitirão dirigir com a segurança necessária e chegar ao nosso destino.

Há, ainda, muitas organizações cujos dirigentes conduzem seus negócios, decisões e ações usando “mapas” elaborados no século XIX, que podem ter sido úteis nos primórdios da revolução industrial até a algumas décadas do século passado. O território já mudou tanto e não se deram conta que o velho modelo de comando e controle e das hierarquias enrijecidas não funcionam mais… não funcionam nas empresas, nas famílias, associações, Igrejas, escolas, enfim em nenhum espaço onde os humanos circulam.

Foi-se o tempo em que para chegar a um destino, podia-se perguntar a alguém na rua “onde fica tal lugar? ”.  São muitos os que estão perdidos. Há territórios que sequer foram explorados ainda…não há mapas para eles!

A complexidade agiganta-se a cada dia e requer novos conhecimentos e comportamentos, se o mapa de ontem funcionou muito bem, hoje pode servir apenas para contar como era antes, mas certamente não nos conduzirá ao ponto onde devemos chegar. Precisamos olhar para frente, buscar novos referenciais, interagir com outros saberes e em especial com aqueles que questionam o nosso para ampliar nossa consciência; precisamos aprender a lidar com as contradições e paradoxos o que exige atitude de diálogo constante… Os novos cenários exigem novos “instrumentos” que possibilitem um olhar transdisciplinar, holístico e profundo.

Que “aplicativos” precisamos para nos guiar com segurança?

Dos muitos que podem nos ajudar, ainda penso que essencial é a bússola. Mas, como se usa uma bússola?

Se a bússola é o instrumento que indica a direção e não nos deixa ficar perdidos, precisamos fazer uso constante dela. Para mim, a melhor bússola é aquela que aponta sempre para o PROPÓSITO, o meu Norte e que me ajuda a escolher os melhores caminhos para atingi-lo; que diante das encruzilhadas da vida me aponta a via segura e mesmo na escuridão que muitas vezes surge e embaça a visão é capaz de acender o visor e me ajuda a fazer as minhas escolhas. A minha bússola, além de apontar para o PROPÓSITO, sinaliza quais são os meus VALORES. Sem ela nenhum indivíduo caminha bem nesse mundo. Sem ela, ninguém é capaz de liderar.

Você usa bússola?

Robson Santarém

Consultor em Gestão de Pessoas, Coach, Palestrante, Sócio-Diretor da Anima Consultoria para Evolução Humana. Autor dos livros MILLENIALS: O MUNDO É MELHOR; PRECISA-SE (de) SER HUMANO – VALORES HUMANOS: EDUCAÇÃO & GESTÃO; AS BEM-AVENTURANÇAS DO LÍDER: A JORNADA DO HERÓI; A PERFEITA ALEGRIA – FRANCISCO DE ASSIS PARA LÍDERES E GESTORES (todos publicados pela Ed. Vozes) e AUTOLIDERANÇA – UMA JORNADA ESPIRITUAL (Ed. Senac Rio)

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