O QUE O LÍDER PODE APRENDER COM A NEUROCIÊNCIA?

Por Yara Leal

Neurociência é o estudo do sistema nervoso: sua estrutura, funcionamento, desenvolvimento, evolução, e também a relação com o comportamento humano. O foco principal do estudo da Neurociência é o cérebro, visando desvendar o seu funcionamento, suas milhares de funções e os desdobramentos práticos para o comportamento e reações humanas.

Tenho lido e pesquisado esse assunto, pois muito se tem falado sobre o quanto a Neurociência pode nos ajudar a melhorar nosso desempenho e ampliar nossa perspectiva frente a novos desafios. No caso da liderança não é diferente, os estudos e pesquisas da Neurociência também apresentam contribuição para os profissionais que estão no papel de líder e querem maximizar o seu desempenho e de sua equipe.

A capacidade de melhorar a forma de pensar das pessoas é essencial para a liderança, pois se o líder for capaz de aprimorar a capacidade de pensamento de seus liderados, estará contribuindo para a ampliação de conexões entre informações, gerando insights e aumentando a possibilidade de ação e visão dos profissionais de sua equipe. Isso muda tudo o que pensávamos sobre o papel do líder, ou seja, que ele deve ter as respostas, saber orientar a equipe sobre como fazer o trabalho e controlar de perto a execução.

Ao incentivar seus liderados a criar novos mapas de conexões, o líder vai perceber que a motivação e engajamento de seus liderados irão aumentar e isso se deve a duas conclusões provenientes da Neurociência:

  • Pensar por si mesmo, contribui para aumentar a motivação;
  • Ter momentos de revelação, ou insight, libera energia para a ação.

Segundo John Ratey: “O número de conexões possíveis entre os neurônios do cérebro é maior do que o número de átomos no universo.” – essa frase dá uma idéia das possibilidades que o nosso cérebro tem de desenvolver novas maneiras de responder ao mundo exterior.

Mudar a maneira como as pessoas vêem o mundo é um grande desafio para um líder, pois tendemos a resistir a mudar a visão que temos, porque as conexões existentes definem quem somos e no que acreditamos. A neurociência tem comprovado que é bem difícil mudar as conexões existentes no cérebro, o que o líder pode fazer é contribuir para que seus liderados formem novas conexões. Ao apoiar os funcionários a focar na solução e não nos problemas, o líder estará provocando mudanças nas conexões do cérebro.

Uma ferramenta importante para o líder é fazer perguntas abertas, que permitam direcionar o pensamento para encontrar respostas próprias para os desafios enfrentados, dessa forma estará aumentando a autonomia, ampliando a consciência e responsabilidade de seus liderados, promovendo insights que podem gerar soluções.

Uma segunda ferramenta fundamental para o líder é o fornecimento de feedback positivo. Isso é importante para validar, incentivar e tem resultados impressionantes no clima de uma equipe, pois libera dopamina, o hormônio da realização e da conquista. Conhecer os efeitos dos hormônios e neurotransmissores é mais um conhecimento ligado à neurociência que pode ajudar os lideres a melhorar o desempenho das pessoas.

Como Coach, constato que esse conhecimento é muito aplicável ao processo de Coaching, uma vez que está em sintonia com o preceito de que o Coach não dá resposta e sim incentiva o Coachee e buscar seus caminhos e ampliar sua visão e capacidade de ação.

Espero ter conseguido despertar o seu interesse, para esse campo de estudo que muito tem a contribuir para o desenvolvimento de pessoas.

Abraços e até o próximo post!
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