EMPRESAS: PESSOAS DOENTES E ESTRESSADAS – UM VERDADEIRO HOSPÍCIO ABERTO!

Por Daniele Gebin

Crise, toxidade organizacional, atmosfera nociva. Crimes e delitos organizacionais

Com a crise e as dificuldades que assolam o mercado de trabalho, os profissionais que continuam empregados ou que aceitaram uma oportunidade e lutam para se manter no mercado, estão vivendo um grande dilema.

Não é de hoje que observamos um cenário caótico, quando falamos em recessão, milhões de pessoas desempregadas e muitas vezes desesperadas se encontram em um momento delicado. Se colocar no mercado, encontrar um emprego, arrumar uma fonte de renda digna e honesta deveria ser a solução para os problemas, correto? Esse é o nosso primeiro olhar e quase sempre o único e que vem influenciado da mídia e do governo. Mas será que deveria ser a única preocupação?

É claro que você vai dizer que sim, quem está sem trabalho, só quer uma oportunidade para ganhar seu ganha pão e pagar suas contas, mas é aí que mora o perigo.

Quando nos encontramos fragilizados, preocupados, com os dias se arrastando e as contas chegando, acabamos por aceitar qualquer trabalho, passando por humilhações, assédios em um ambiente de trabalho tóxico que mais parece um verdadeiro hospício, dos quais líderes são verdadeiros psicopatas.

É claro que não podemos generalizar certo? Porém não muito distante disso, mesmo aquelas empresas que se mantiveram firmes e não sentiram a tal famigerada crise, da qual não houve necessidade de demissão em massa, entre outras ações, utilizam-se de excelentes argumentos persuasivos, para gerar a pressão basilar em seus colaboradores. Como se o clima de instabilidade não fosse o suficiente, mesmo que esse clima seja externo.

Ah meu caro leitor, quem nunca ouviu a doce voz de seu chefe dizendo: …se você não produzir mais não sei não viu? Olha o mercado está difícil… …quer ser mais um desempregado por aí? Essas falas, são corriqueiras, verdadeiras e percorrem os corredores e departamentos de diferentes empresas em nosso dia a dia e nem precisamos estar de fato vivendo em uma crise para se deparar com elas, são ideias e sentimentos semelhantes e que vem impregnadas de veneno que geram doenças ocupacionais e toxidades corporativas e que causam o efeito contrário na força de trabalho não gerando benefício algum para ambos os lados.

Agora eu quero falar com os executivos e líderes de todos os níveis hierárquicos, vocês acreditam mesmo que ameaçando, pressionando ou talhando dizeres que podem até parecer sutis conseguirá gerar alguma produtividade e resultados para sua empresa?

Meu caro Gestor, sinto em dizer! Não será dessa forma que vai conseguir melhorar sua performance, o máximo que irá conseguir são colaboradores tensos, com medo, inseguros desmotivados. E pode ameaçar à vontade viu? Como por exemplo: se faltar, será aplicado sanção disciplinar e olha que com métodos coercitivos você até consegue inibir o absenteísmo, mas vai gerar outro problema que é o presenteísmo, o seu funcionário estará presente na sua empresa, cumprindo horário e batendo o ponto, conforme você espera, contundo só estará presente de corpo, porque de mente e vontade de trabalhar e contribuir com seu resultado será pouco provável.

Saibam que os executivos e líderes também são vítimas dessa atmosfera nociva, eles têm receios, medos e muitas vezes utilizam-se de uma comunicação ineficaz, assim como o funcionário que não sabe demonstrar e expressar o que de fato quer e precisa e aceita uma vaga qualquer por desespero e dois meses depois, já está reclamando do serviço, do salário, do chefe, do café, de tudo.

Os executivos têm receios de perder seu negócio, de não ter lucro, de não atingir seus resultados e não conseguir arcar com seus compromissos, seus clientes, funcionários e fornecedores.

Vejam que são medos e pré-ocupações muitas vezes semelhantes ou seja, de um lado as empresas diante do cenário de crise estão apreensivas por seus respectivos indicadores, (lucratividade, produtividade, qualidade nos produtos/serviços, redução de custos, participação no mercado).

De outro os colaboradores estão preocupados com seus objetivos e interesses individuais (melhores salário, melhores benefícios, estabilidade no emprego, segurança no trabalho, qualidade de vida, satisfação, consideração e respeito, oportunidades de crescimento, liberdade para trabalhar, orgulho da organização etc.)

Com esse cenário de instabilidade as empresas estão perdendo profissionais, qualidade, produtividade, por isso, esse é o momento de estimular o capital humano que é o principal recurso de uma empresa. E dessa forma melhorar o clima organizacional nos livrando de ambientes corporativos que mais nos parece um hospício aberto!

Para criar uma atmosfera melhor e mais propicia para o trabalho, se faz necessário investir em treinamentos, investir em um programa de capacitação para liderança extraírem o melhor de suas equipes, investir em comunicação eficaz, programas de qualidade de vida e bem-estar, entre outras ações.

A empresa Ateliê do Coaching – Aldafi consultoria tem uma metodologia baseada em três grandes pilares:

Bem-estar – Para produzir, os funcionários precisam estar bem.

Capacitação – Para estar bem, é preciso capacitar a mente, treinar emoções e desenvolver comportamentos e atitudes.

Resultado – Só assim é possível atingir resultados cada vez mais satisfatórios

Daniele Gebin
Psicóloga Organizacional
Coach, Leader Coach & Mentora
Ceo da Ateliê do Coaching
www.aldaficonsultoria.com

 

 

 

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