COMO NOSSOS MODELOS MENTAIS INFLUENCIAM A NOSSA VIDA?

Por Elaine Trannin

Os modelos mentais são a forma como interpretamos o mundo, nossa realidade e a maneira como respondemos aos fatos que nos ocorrem. Muitas vezes, quando experimentamos uma situação difícil, uma perda ou algo inesperado, entramos em um sentimento de revolta com essa realidade, afirmando que tal fato não poderia ter acontecido ou que alguém não poderia ter feito alguma coisa. Nos lembramos de tudo que fazemos pelas pessoas, pelo mundo, do quanto nos esforçamos no nosso trabalho para proporcionar uma vida tranquila para a nossa família e principalmente, que não fazemos mal a ninguém.

Então, por que está acontecendo isso comigo? É muito injusto!

Diante de toda essa situação, nos sentimos com direito de dizer o que deve ou não acontecer em nossa vida. Ao invés de compreender simplesmente que as coisas não aconteceram de acordo com a nossa expectativa e que nosso mapa mental estava errado, afirmamos com veemência que o mundo é que está errado. Isso mostra a força e o poder dos nossos mapas mentais que chegam até a se confrontarem com a verdade dos fatos. Mesmo perante as maiores evidências da realidade, continuamos lutando para dizer que o que aconteceu não poderia ter acontecido, desperdiçando uma grande energia nessa negação e nos maltratando com esse sentimento de impotência e injustiça.

Ao passo que, entendendo o que é o mapa e o que é o território, poderíamos ver que os maiores frutos viriam do entendimento e da reflexão acerca das vivências a que somos expostos no território que caminhamos.

De forma racional, sabemos que não podemos mudar os fatos e não podemos mudar o passado, mas podemos mudar nossa reação e nossa postura perante a vida.

Para entender um pouco mais desse mecanismo, Daniel Goleman, Psicólogo de Harvard, nos traz que esses modelos mentais são baseados em quatro pilares:

  • Biologia: Avaliamos, direta ou indiretamente, as pessoas baseadas em sua cor, nacionalidade, altura, peso e demais características físicas e biológicas.
  • Linguagem: Os diferentes sotaques que ouvimos na interação com as pessoas nos remetem a julgamentos classificatórios de melhor ou pior, mais ou menos confiável, maior ou menor empatia.
  • Cultura: Somos filhos de uma cultura e adquirimos modelos mentais coletivos baseados em experiências compartilhadas na nossa família, escola, igreja, etc. Temos, muitas vezes, dificuldades de compreender e aceitar hábitos culturais distintos dos nossos.
  • Experiência pessoal: Aqui, envolve todas as características adquiridas ao longo da nossa vida, desde a forma como fomos criados, como nos relacionamos na escola, com os amigos e o que vivenciamos.

São conceitos fortes e extremamente enraizados em nosso inconsciente direcionando muitas das nossas ações de forma automática, sem nenhum crivo racional ou emocional.

Com todos esses estudos e essa reflexão, podemos concluir que nossos modelos mentais nos ajudam a sermos mais rápidos nas respostas e reações e por isso são de extrema importância e têm que ser valorizados. Por outro lado, podemos entender que há espaço para maiores questionamentos em nossas vidas, principalmente onde os resultados, o bem-estar ou o cenário não estão favoráveis. Potencialmente, temos sido guiados por essas ilusões mentais e não conseguimos ter respostas mais assertivas para nossos dilemas mais profundos. O ponto mais importante é que o entendimento desses mecanismos é o primeiro passo para sairmos deles e ampliarmos as fronteiras desses mapas mentais.

Estamos sempre prontos para criarmos novas conexões!

Te escuto!
Elaine Trannin
Master Coach
coach@elainetrannin.com.br

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