O QUE TE IMPEDE DE IR ATRÁS DO QUE SUA ALMA ANSEIA?

Por Marcela Lempé

Por que não fazemos a mudança que nossa alma deseja?

Essa foi a pergunta com a qual finalizou a fala de 2 lindas repensadoras, a Adréa Bisker e Nany Bilate, no evento da 14ª Confraria de Repensadores: Nova Era.

E aí, vieram várias outras perguntas e reflexões…

É o medo? É o desejo de ficarmos no conhecido? É a nossa visão limitante e quadrada do que é o sucesso?

São os desejos do nosso ego?

É o governo do Brasil que não nos proporciona o básico como saúde e educação e isso no faz ficar presos em ter que “ter” muitas coisas?

É a nossa falta de autoconfiança?

A nossa baixa autoestima que aparece na forma do desejo de sermos aceitos, aprovados e valorizados pelo outro o tempo todo?

Acho que é um pouco ou muito de tudo isso. E vejo que nossas prisões internas são muito maiores que as nossas prisões externas.

Falaram de trade off que é uma expressão muito usada na economia que define uma situação em que há conflito de escolha. O termo se refere, geralmente, a perder uma qualidade ou aspecto de algo, ganhando em troca outra qualidade ou aspecto.

Tudo passa a ser uma escolha, e uma das repensadoras lembrou do filme Lalaland no qual mostra claramente como uma escolha pode levar a determinado caminho ou a outro, no qual a anseios da alma e do ego.

E será que existe certo ou errado?

Acredito que não. São caminhos. Possibilidades. E independente de qual seja a escolha, que seja feita de forma consciente e que fique em paz com ela.

Tenho pensado bastante sobre isso e visto esse tema estar latente nos atendimentos individuais.

O que seria a liberdade?

Na época dos nossos avós e pais a liberdade se dava através do poder de ter posses, o poder de ter um apartamento, um bom emprego, um bom carro…

No encontro de ontem falou-se da liberdade como um poder para…um poder para parar, para escolher fazer o que quer, escolher estar onde quer e com quem quer, um poder para ser você…

Mas ao mesmo tempo, se não dou conta de me sustentar ou atender outras necessidades básicas de sobrevivência, será que isso se torna liberdade ou se torna uma nova prisão que aparece através de ansiedade, pânico, angústia, desânimo e desorientação?

Novamente…perguntas….para as quais não necessariamente existe uma única resposta.

Vejo que é um processo longo de mudança do ser humano e da nossa sociedade, que podemos ver que já está acontecendo há um tempo conforme novas gerações e tecnologias que vão chegando e um mundo de possibilidades vai se abrindo.

Também pude refletir sobre isso com uma das repensadoras que trouxe os movimentos humanos que tem acontecido de muitos anos para cá.

Um movimento inicial de desestruturação, no qual começamos a destruir alguns muros e crenças na busca de um novo caminho.

Passamos a olhar mais para dentro de si em busca dessas respostas. O autoconhecimento nunca foi tão buscado como nos tempos atuais.

A felicidade que começa a surgir como uma busca de todos, conceito relativamente novo também que não era colocado nas principais buscas de algumas gerações passadas.

O amor e a sensibilidade que passam a ocupar mais espaços, como o desabrochar da paternidade que até alguns anos não tinha esse espaço relacionado ao amor e cuidado.

E o surgimento do conceito de empatia nas relações, do enxergar o outro e cuidar do bem-estar de todos.

Me dá esperança ver todos esses movimentos.

Sabemos que junto com esses movimentos também há grandes outros contrários que parecem nos levar a caminhos totalmente opostos.

Mas como todo processo de transformação não é linear, consigo compreender as curvas que aparecem no meio do caminho.

Uma nova era está mais que chegando. A era que passou do ter, que foi para o ser, pertencer e agora parece que está chegando no afeto.

E para termos afeto com o outro, primeiramente precisamos ter afeto com nós mesmos.

Por isso, a importância de escutar o que sua alma anseia, isso é se olhar, se acolher e ter esse autoamor com você, que depende só de você, e não do outro.

A partir daí, é escolher.

Como vimos, toda escolha é um trade off, há ganhos e perdas. E só você poderá saber o que é possível perder e ganhar agora.

A todo momento podemos fazer uma nova escolha. Escolhas que estejam conectadas com a nossa alma e que atenda as nossas necessidades essenciais.

Marcela Lempé : Psicóloga, Coach e Facilitadora de Processos de Desenvolvimento Humano e Organizacional. email : marcela@essenciadesenvolvimento.com.br
www.essenciadesenvolvimento.com.br

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